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    Stranger Things 2 - Veredito

    Um dos maiores acertos da Netflix dos últimos anos, Stranger Things teve um marketing trabalhadíssimo para sua segunda temporada que estreou ontem, com direito até a uma exposição em um museu no centro de São Paulo, fora os cartazes, banners e trailers aqui no Brasil e em outros países. Às 05h00 da manhã já estava no catálogo, maratonei direto para o veredito de hoje, então vamos lá! (SEM SPOILERS).



    Logo no primeiro episódio acompanhamos as consequências do que aconteceu, os traumas que ficaram em todos os envolvidos, e a pré adolescência dos garotos. Temos ganchos para futuras temporadas, o que me deixa extremamente animada. Entendemos que, conforme as expectativas dos fãs, talvez não seja só a Eleven com poderes, há outros denominados com números, supostas armas contra os soviéticos.

    Encaixaram perfeitamente novos personagens à história, com novos dilemas, problemas e objetivos. Um arquétipo disso são os irmãos Max (Sadie Sink e Dacre Montgomery). E que escolha perfeita para o elenco. Como se não bastasse na primeira temporada termos observado a química entre os garotos, em Stranger Things 2 a direção trabalha muito bem as novas essências e personalidades de quem está chegando agora.

    Também, além disso, é explorado com mais profundidade as famílias dos garotos principais, o que dá enredo a trama. Aos poucos podemos observar que a série pode ser muito complexa a ponto de ter um grande caminho pela frente.



    A cidade de Hawkins também sofre após o desaparecimento de Will no ano anterior, e com o colapso entre a nossa realidade e a do mundo invertido. O Halloween chega, e junto com ele alguma espécie de vírus que está matando as abóboras das plantações. O mal agora não é um simples Demogorgon (como se ele fosse simples mesmo). Agora é algo muito, mas muito maior, que ganha mais força e forma com o passar dos dias.

    Os ganchos deixados pela primeira temporada são muito bem respondidos, como por exemplo, o fato dos pais de Barb não entenderem o que aconteceu com ela, ou até mesmo onde foi parar Eleven. Da metade da temporada pra lá, sentimos toda tensão necessária provocada por esse monstro, e aos poucos, os irmãos e criadores Duffer amarram as rédeas até os episódios finais.



    As referências à outras obras continuam, como quando os meninos se fantasiam de Caça Fantasmas, ou quando o padrasto de Will cita uma frase icônica do palhaço Pennywise, de It - A coisa: "Você quer um balão?". Nos anos 80, o rock está no seu auge, e é claro que a série aproveita isso muito bem, arrasando na trilha sonora nostálgica.

    Novos interesses amorosos em cada núcleo, que rendem nuances de comédia a mais além dos diálogos dos mesmos, e isso nos alivia da tensão do suspense principal. Como nossos pequenos nerds encaram o amor e o início da puberdade? Nancy deveria mesmo ter ficado o Stivie? Joyce e Hopper, será que agora rola?

    Aliás, a fotografia também acerta em cheio. O clima da época é muito fiel e presente, os cortes de câmeras alternando entre passado e futuro, mudando seus tons de mais calorosos a mais sombrios, e a série ainda investe em efeitos visuais muito melhores, só que com a mesma temática de ser simples e calorosa de se assistir.


    É notável a ambição da Netflix e dos criadores para Stranger Things, que com certeza ainda tem muita história para contar. Essa segunda temporada não deixou a desejar, pelo conrário, complementou mais ainda todo o encantamento que tivemos com a primeira, nos permitindo ficar mais ansiosos sobre o futuro da série. E aí, estão esperando o que pra assistir?

    Classificação:









    Assista ao trailer dublado: