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    A bússola de ouro


    Sempre ouvi falar muitíssimo bem de A bússola de ouro, tanto pelos que leram o livro e amaram, quanto pelos que viram só o filme. Mesmo assim eu nunca tive a oportunidade de conhecer o universo literário de Pullman e a única coisa que me passa pela cabeça agora é "porque eu levei tanto tempo, Senhor?"

    Lyra é uma garota de 12 anos que vive em uma faculdade com seu daemon Pantalaimon, sendo criada pelos catedráticos que ali vivem (espécie de professores). Como a maior parte das crianças de sua idade, Lyra é um tanto agitada, intrometida e curiosa e ama se meter onde não deve. É por causa desse teu jeito que fica sabendo de coisas que não deveria como a existência do Pó e a cidade misteriosa da Aurora Boreal que o tio pesquisa no norte. 

    Curiosa como é, sempre foi fascinada pelo tio e pelas expedições que fazia ao norte para fins científicos e depois da descoberta do Pó, mais do que nunca ele deseja viver uma aventura dessas. Mas é só quando seu amigo Roger é raptado pelos misteriosos Papões (que roubam crianças e nunca mais as devolvem) e quando ela se muda para Londres com uma inteligente cientista é que sua aventura de verdade começa.

    É completamente impossível descrever o que é esse livro em uma simples resenha. Não acho que eu consiga colocar em palavras sobre o que ele se trata, mas tentarei passar para vocês o quanto ele é maravilhoso e o porque vocês deveriam largar tudo que estão fazendo e ler A bússola de ouro. 

    Primeiramente o universo. Posso contar nos dedos os livros que eu li até hoje que tiveram um universo tão bem construído e tão sensacional quanto o que Pullman criou aqui. Acredito que esse primeiro volume é só a ponta do iceberg do que vamos descobrir dentro desse conceito do Pó. E não é só isso, aqui encontramos também feiticeiras, ursos polares guerreiros e o que chamamos de daemon: algo que é como parte da alma de uma pessoa, um animal que o acompanha por toda a vida e é ligado a você por laços mais profundos e complexos do que podemos entender. É um universo tão vasto e tão bem explorado que ficamos fascinados desde o começo quando ele nos é apresentado. É algo fantástico e que você, leitor, só vai entender quando ler e descobrir por si mesmo. 

    Além da fantasia, que por si só já me prenderia o suficiente, o autor ainda trás outras temáticas mais engenhosas à história, que fazem com que o livro não seja tão infantil quanto se espera de um com uma protagonista de 12 anos. Aqui lemos sobre ciência e Igreja (que andam juntas nessa história), sobre ética e guerras. É o tipo de livro infanto-juvenil que mesmo pessoas mais velhas gostariam mas que não trata nada de forma tão complexa que seria difícil pra uma criança entender. 

    A história em si é muito bem desenvolvida e amei o modo como Pullman nos surpreende e nos mantém envolvidos com cada novo acontecimento ou descoberta. Mais interessante ainda é acompanhar tudo isso pelos olhos de uma criança, e não uma qualquer, mas a esperta Lyra.

    Confesso que não sou muito fã de personagens tão novos, mas Lyra me conquistou. Sua esperteza, sua audaciosidade e sua coragem são encantadoras. Seu modo simples e direto de ver as coisas são, como se não houvesse complicação nenhuma que não pudesse ser resolvida, em muitos momentos se torna engraçado e nos traz uma ponta de bom humor à história. Além disso ela é muito perspicaz e mesmo quando não tem a maturidade que a gente espera, ela nos conquista.

    Não vou falar muito mais sobre o livro porque acredito que a graça está em se jogar e descobrir esse deslumbrante mundo novo por si mesmo, mas tenho certeza que qualquer um que ler esse livro vai acabar gostando, seja por um motivo ou por outro. É o típico livro pra todas as idades e todos os gêneros. 

    O que Pullman nos traz aqui é simplesmente sensacional e confesso que eu não esperava gostar tanto! Estou mega ansiosa pra ler as continuações e espero que sejam tão boas quanto esse primeiro volume!


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    Beijos,