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    Eu vi - Tomb Raider: A Origem


    Não há como negar que, mesmo pra quem não é fã dos games, Lara Croft tornou-se uma personagem feminina icônica. Sendo considerada uma espécie de Indiana Jones feminina, Lara Croft é daquelas personagens badass que amamos ver nas telonas. Desse modo, não eram poucas as pessoas que esperavam ansiosamente ver a adaptação do reboot do game lançado em 2013.

    Pra quem não conhece os games, a história mostra uma Lara Croft vivendo humildemente, cuidando de si mesma, ignorando o império da família e o pai desaparecido. Ela precisa decidir se dará o pai como morto quando encontra indícios da pesquisa em que ele estava trabalhando e uma possível localização dele. Ignorando o desejo do pai de que a pesquisa fosse destruída, ela segue as pistas deixadas por ele até uma ilha esquecida pelo mundo onde encontrará os mistérios de uma antiga maldição.



    Como filme e como adaptação, Tomb Raider pode ser considerado interessante, mas não esplêndido. A primeira coisa a ser dita é que, para aproveitar o filme deve-se tirar da cabeça aquele pensamento de "mas isso não é possível". Isso porque a protagonista faz mesmo coisas que em uma situação real são impossíveis, mas que para um filme de ação desse tipo - ou um game -, essa é a coisa mais normal. Além disso, há uma introdução para que essas cenas sejam aceitáveis: Alguns flashbacks são mostrados a tom de explicação das habilidades de Lara Croft.

    O fato é que essas cenas tornam o filme muito parecido com o jogo. E eu não estou falando de roteiro, mas das cenas de ação e da fotografia em si. Desse modo, o filme tem cenas visualmente incríveis para quem não conhece a franquia de jogos e, ao mesmo tempo, cria uma sensação de familiaridade a quem acompanha os games de Tomb Raider. Aliás, algumas das cenas do jogo estão presentes no longa, dado certo tom de fidelidade ao filme.


    O fato é que o filme me pareceu um game com um pouco mais de realidade. As cenas de ação, a fotografia, o modo de filmarem, tudo isso fez com que o espectador tivesse a impressão de estar dentro do jogo onde a protagonista passa por "fases" que são as pequenas missões para desvendar o mistério.

    Dito isso, devo mencionar que, para um filme longa metragem, o roteiro é fraco. A história é excessivamente previsível, os personagens não evoluem e a motivação do vilão não ficou muito crível. Aliás, é no roteiro que vemos mais diferenças entre o game e o longa: algumas coisas foram alteradas para dar uma sensação maior de realidade à história.


    Outro ponto que deve ser elogiado é a caracterização de Lara Croft como uma personagem forte, determinada e, mais importante: não sexualizada. Ela não segue estereótipos, é uma personagem real (na medida do possível), com seus pontos fortes e suas fraquezas.  

    De um modo geral o filme ficou no meio termo entre uma boa adaptação de game e um filme com uma boa história, tendo cenas que vão agradar aos fãs do game e ao mesmo tempo empolgar os espectadores que esperam ver um filme de ação sem muitas pretensões.