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    Os quase completos



    "O Quase Doutor é um renomado cardiologista que passa os dias em um hospital, mas no fundo é um artista frustrado. A Quase Viúva é uma professora que está de licença do trabalho para ficar com o noivo, em coma após um grave acidente. O Quase Repórter é um jornalista decepcionado com a profissão que sofre há mais de um ano pelo suicídio da esposa. A princípio, a única coisa que essas pessoas têm em comum é a sensação de incompletude e de desilusão com a vida.


    Até que, um dia, o Quase Doutor é persuadido por um velho desconhecido a embarcar com ele em um ônibus rumo a uma jornada para se reconciliar com seu passado. Logo a viagem se transforma em uma aventura extraordinária e, em meio a fenômenos como uma chuva de estrelas cadentes, ele precisa fazer escolhas que mudarão seu destino para sempre.

    Enquanto isso, eventos misteriosos levam a Quase Viúva a suspeitar que alguém dentro do hospital quer matar seu noivo e uma pesquisa minuciosa do Quase Repórter revela que sua esposa pode ter sido assassinada. Quando os dois tentam descobrir a verdade sobre seus amados, tudo leva a crer que a resposta está dentro do ônibus do Quase Doutor.

    Reunidos num lugar que nunca imaginaram existir, os três serão forçados a enfrentar seus maiores medos e verão que, para se tornarem completos, precisarão encarar a batalha mais difícil de todas: aquela que travamos com nós mesmos." - skoob



    Sabe quando o livro escolhe você? Comigo e com “Os quase completos” foi assim. Vi a capa do livro em uma foto no Instagram e na hora eu soube que precisava ler aquela história. Não li a sinopse e entrei na leitura sem fazer ideia do que ia encontrar.

    E foi a melhor experiência! Por isso, não fiz questão de revelar nada que pudesse tirar de vocês o gostinho da surpresa.

    Em “Os quase completos”, do mineiro Felippe Barbosa, conhecemos três histórias principais que se interligam em algum momento da narrativa, tecendo uma complexa teia de acontecimentos.


    “Os quase completos” fala sobre escolhas, sobre como muitas vezes na vida abrimos mão de sonhos por medo de arriscar. É uma história que desperta reflexão no leitor, além de exigir muita atenção, porque olha, eu passei metade do livro virando as páginas e pensando QUE QUE TÁ ACONTECENDO EU NÃO TÔ ENTENDENDO NADA, tamanha é a capacidade do Felippe de envolver o leitor na sua história. E ainda assim, tudo flui de maneira maravilhosa e quando você se dá conta as 382 páginas voaram e a última página está sendo virada. 



    Ainda que o Felippe seja um autor bem jovem, ele criou uma história com um teor bem maduro, extremamente bem construída e complexa, mas não a ponto de não fazer sentido.

    O único “porém” que eu tenho a respeito do livro é que senti uma pequena inconsistência entre a idade dos personagens X linguagem da obra.

    A sensação que eu tive é que alguns personagens eram adolescentes, com mentalidades e linguagem que eu não espero encontrar em personagens adultos. O cerne do livro são dilemas da vida adulta, e sobre como as nossas memórias e escolhas formam a nossa identidade. E quanto a isso, não tenho nenhuma reclamação. Contudo, alguns personagens simplesmente não pareciam adultos, e por muitas vezes isso acabou tirando a densidade da história.

    Se caso eu não tenha conseguido expressar direito o que eu quis dizer, espero que esse quote consiga:



    Essa pequena observação, no entanto, não tira o brilho da riqueza de detalhes com os quais o livro foi construído, o grande número de personagens secundários que são muito bem aproveitados e a capacidade do enredo de surpreender.

    É uma leitura que eu indicaria para todo mundo que tá naquele momento da vida em que precisa decidir se corre atrás do sonho ou se vai pelo caminho mais “seguro”, e principalmente, indicaria pra quem já está trilhando esse caminho, mas sente que tem algo faltando.



    A Arqueiro arrasou na capa, na revisão e nesse papel pólen cheio de amor. Inclusive, esse romance foi o vencedor do prêmio Pólen de Literatura de 2017, que é realizado pela Arqueiro em parceria com a Suzano Papel e Celulose, e visa incentivar a literatura nacional e descobrir novos autores.

    Bacana, né?

    Classificação:




    E agora me conta: já correu pra comprar o teu exemplar de “Os quase completos”? Quando começar a leitura, posta no Insta e marca o @romanceseleituras e euzinha, @legalmentelola, nos comentários pra trocarmos opiniões :D


    Beijocas ;*