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    Mais que amigos

    Mais que amigos é exatamente aquele tipo de livro em que pensamos quando estamos precisando de uma leitura rápida, despretensiosa e não muito profunda. Não é o tipo de livro com uma história marcante, mas cumpre seu propósito de ter um enredo leve e divertido.

    O livro nos traz a típica história clichê de amigos com benefícios. Nele, conhecemos Parker e Ben, melhores amigos de longa data, que mesmo após a faculdade permanecem unha e carne, inclusive morando juntos. A amizade dos dois é tão platônica que a presença um do outro não interfere nem no namoro de 5 anos dela, nem na vida de solteirão convicto que ele tem. 

    O padrão confortável em que vivem começa a mudar quando Parker leva um "pé na bunda" e decide que será como Ben: adepta do sexo sem compromisso. Como bom amigo que é, ele a apoia, mesmo sabendo que esse estilo de vida não combina com a personalidade de Parker. Ao perceber o quão exaustivo é o ritual e ir pra cama com um estranho (além de constrangedor e de deixá-la desconfortável), ela logo concorda com Ben. O que ambos não esperavam é a conclusão a que Parker chega: porque não incrementar a amizade deles com sexo? Os dois já são confortáveis o suficiente um com o outro para a situação não ficar constrangedora, então é só partir pro abraço e aproveitar o bom sexo que eles podem ter.

    Como eu disse, a trama não traz nada de surpreendente ou marcante. A amizade dos protagonistas é sincera, daquelas "pro melhor ou pro pior", e é inspirador o modo como eles são ligados. Na verdade é até bem clichê: ela com sua mania de organização, limpeza e suas regras da casa, e ele com seu jeito de garotão. O fato é que os dois fazem funcionar e convivem bem, com uma relação de bastante bom humor e cumplicidade - coisa que se mantém quando adicionam os "benefícios" à sua amizade. 

    A relação dos dois vai evoluindo conforme vão percebendo coisas um no outro que nunca se deixaram perceber antes e vão se envolvendo cada vez mais - coisa que nenhum deles queria. O medo principal dos dois era estragar a amizade que tinham um com o outro (medo bem fundado e racional, que eu consegui aceitar de boa), mas certos medos que Parker tinha simplesmente não me convenceram.

    A trama se desenvolve muito bem até a autora decidir adicionar o elemento do drama na história (nada muito pesado, só pra criar aquela tensão e o consequente clímax da história). Para não dar spoiler, não direi exatamente qual acontecimento que me irritou, mas a negação de Parker em aceitar os sentimentos que começou a ter e sua convicção de que Ben jamais poderia ter os mesmos sentimentos (afinal ele não era material para namoro) meio que não me convenceu, ainda mais com a atitude que ela teve depois - sabendo de seus sentimentos. 

    O medo de Ben me pareceu mais racional já que Parker aparentemente estava só tentando superar seus sentimentos pelo ex e ela nunca deu indicação do contrário. Mesmo assim, acho que a forma como o drama foi inserido na história não foi muito convincente e eu teria gostado muito mais sem ele. 

    Mesmo assim, o livro me proporcionou uma leitura rápida e envolvente. Ainda que eu não tenha caído de amores pela história, nem tenha visto nada demais, acredito ser um bom livro pra quem quer algo leve e divertido. O propósito da autora de criar uma história de amor entre amigos, envolvendo uma relação leve, com muito bom humor e cumplicidade, foi alcançado e a leitura vale a pena pra quem quer algo pra distrair a mente.

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    Beijos,