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    Pluto

    Com meu recém descoberto vício por mangás, tenho buscado constantemente novas leituras do gênero e, em uma dessas buscas, me deparei repetidamente com muitos comentários positivos sobre Pluto, um mangá inspirado em um episódio de Astro Boy. Eu não sei vocês, mas eu definitivamente fui/sou muito fã de Astro Boy, e só de ver essa relação com o mangá já me interessei em ler. E que surpresa a leitura me trouxe!

    O mangá é uma releitura de O maior robô da Terra, um famoso mangá de Astro Boy, porém, embora tenhamos o personagem icônico presente na trama, a história é contada sob outro ponto de vista: desta vez é o detetive Geishgt quem se torna o protagonista, fazendo com que a trama tome novas proporções. A história se torna mais misteriosa, mais sombria, com dilemas um tanto profundos e sérios.

    A trama nos traz um mundo onde a tecnologia alcançou um patamar muito desenvolvido e robôs e humanos convivem em relativa paz - até um ícone dos robôs ser brutalmente assassinado. Mont Blanc era um dos sete robôs mais poderosos do mundo, e era adorado por todos. Após ele, um ativista que luta pelos direitos dos robôs também é assassinado e os dois crimes contém algo em comum: chifres colocados na cabeça das vítimas.

    Geishgt, o investigador da Europol fica encarregado do que pode ser o caso mais complicado de sua carreira, um em que ele próprio pode ser uma vítima em potencial: um dos sete robôs mais poderosos do mundo. 

    Eu não sou a maior conhecedora de mangás do mundo (sou nova no “ramo”), mas pelas minhas pesquisas (e minha parca experiência com o gênero), Tezuka é uma referência no mundo dos mangás e animes. O desafio de fazer uma releitura de uma obra tão famosa e aclamada como Astro Boy com sucesso é algo muito difícil, mas que, em Pluto, teve um resultado magnífico.

    Algo interessante do mangá é como, ao mesmo tempo em que percebemos a presença e sentimos a nostalgia de Astro Boy (afinal os mesmos personagens estão presentes, ainda que sejam diferentes), Pluto é uma obra única. É uma perspectiva diferente, mas sem fugir da essência da obra.

    Por um lado, a história é regada de tensão, mistério e conflito conforme acompanhamos a investigação do caso e os novos fatos que aparecem. Por outro, a narrativa nos leva a refletir sobre conflitos morais de suma importância, e mexe com nossos sentimentos de maneira profunda, nos emocionando por diversas vezes. Confesso que meus olhos encheram de lágrimas em certo momento.

    O que mais chama atenção no mangá é justamente essa oposição de ideias, o conflito moral que se estabelece ao inserirem robôs na sociedade humana, ao fazerem eles se passarem por humanos, tentando a todo momento compreender as emoções que sentimos como ódio, raiva, tristeza, compaixão. É impossível não se sentir tocado pelas mensagens que o autor passa pra gente.

    Para não me alongar mais, só vou dizer que a história é simplesmente sensacional. Acredito que mesmo quem não goste de mangás deveria ler pela história em si. Mesmo pra quem não conhece Astro Boy, Pluto é uma obra que vale muito a pena, pelos personagens que nos são apresentados, pelos dilemas morais abordados, as mensagens que nos passa, e a forma como nos emociona a todo momento.

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    Beijos,