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    Hippie


    Pasmem uma vez mais! Esse ano como já repeti várias vezes, iniciei uma jornada de leitura só com escritores nacionais, já que nunca tive interesse na nossa literatura brasileira. De lá pra cá, devido a vida corrida de estudante, não li tantos quanto esperava, sendo eles: Suicidas do Raphael Montes, Neve Negra do Santiago Nazarian, e Enterre seus Mortos de Ana Paula Maia, todos muito aprazíveis e sobretudo recomendáveis. O último que pude ler com ansiedade foi nada mais nada menos que uma obra do mestre Paulo Coelho, seu novo lançamento: Hippie. E ansiedade porque no último encontro de livreiros da Cia das Letras, já tinha sido anunciado uma pequena sinopse do que se trataria o livro, o que despertou meu interesse de imediato. 

    Hippie é uma autobiografia cujo o livro recebeu, modéstia parte, uma capa maravilhosa, só pra combinar com a história que tem dentro. Já na introdução temos de fato uma introdução do que  significava a vida hippie na década de 70, e Paulo conta essa e o conjunto de algumas outras histórias paralelas falando de si mesmo na terceira pessoa, nos apresentado lugares, pessoas, religiões e culturas diferentes.

    "Ninguém sabia exatamente o que a palavra 'hippie' queria dizer, e isso não tinha a menor importância. Talvez seu significado fosse 'uma grande tribo sem líder' ou 'marginais que não assaltam', ou todas as descrições já feitas logo na abertura deste capítulo"

    A escrita de Paulo me fez pensar que ele ainda é um adolescente, porque criamos uma empatia com o próprio já que ele é o protagonista, e por um lado pessoal, me identifiquei em muitas partes com sua linha de pensamento e a de outros personagens cativantes (estes tão bem construídos que me esqueço e me perguntei se foram mesmo reais). As aventuras de Paulo (exceto as ruins) são coisas que eu mesma gostaria e espero um dia presenciar. Mesmo não estando na mesma época, mesmo que hoje, as circunstâncias sejam diferentes e ainda sim, algumas tão atuais.

    "não estavam acostumados com aquelas roupas e aqueles cabelos e aquelas flores e aqueles colares e aquelas miçangas e aqueles sorrisos de quem parecia estar em um constante estado de êxtase"

    Em recente entrevista, Paulo afirma que escreveu esse livro com a intenção ainda de contrapor os ideais que vivemos nos dias atuais se compararmos com os ideais daquela época. Hippie é um livro incrível que tem embasamento histórico e estimula uma crítica não convencional. Escrito cerca de apenas em um mês, com 285 páginas e publicado pela editora Paralela, acabou de se tornar um dos meus livros preferidos e sem dúvidas, você deve lê-lo imediatamente. Eu poderia dar mais alguma palinha sobre o que mais ele tem de maravilhoso, mas talvez isso estrague a sua experiência.

    "Quem quer aprender deve começar olhando a sua volta"

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