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    Dias de Despedida

    Imagina estar no último ano do ensino médio, prestes a entrar na universidade e perder todos os seus melhores amigos em um acidente de carro?

    Esta é a história de Carver.

    Em Dias de Despedida acompanhamos Carver logo após a perda de Eli, Blake e Mars, a trupe do molho, lidando com a perda. Ele se sente responsável pelo acidente, pois no momento da batida, estava recebendo uma mensagem do amigo que dirigia o carro.


    Além da dor e culpa, Carver ainda é ameaçado pelo pai de Mars, juiz Edwards, de abrir um processo contra ele por conta da tal mensagem. Em meio a isso, o garoto ainda precisa voltar para sua rotina e cursar o último ano na escola. Sofrendo pelos olhares de julgamento por parte dos alunos e também por Adail, irmã de Eli, que desconta toda a sua dor em Carver.

    Nessa bagunça toda, onde se sente sozinho e sufocado, Carver recebe apoio de seu novo terapeuta, da ex-namorada de Eli, e da avó de Blake. Em uma visita a avó de seu amigo, a mesma sugere que os dois tenham um dia de despedida, fazendo coisas que Blake gostava e compartilhando memórias de momentos que passaram juntos. 

    Apesar do enorme receio, Carver aceita a ideia e se joga na experiência mais íntima e emocionante que teve até então.

    Dias de Despedida, é um YA para ir do choro ao riso em poucas páginas. Jeff Zentner escreve com uma honestidade e sensibilidade tão incríveis que é muito difícil não ficar imerso na história, se identificar emoções do protagonista e sentir que faz parte da trupe do molho também. Achei que por conta da história já começar depois do acidente, não conseguiria me apegar aos personagens ou as suas histórias, mas foi o contrário.

    A narrativa é simples, e apesar da carga dramática também é muito poética, sensível e divertida. Trazendo várias nuances para uma mesma história e tornando a leitura fluida. Além disso, é também plural, com personagens LGBTQ+, de etnias diferentes, com formações familiares diferentes. Uma característica -que para a nossa felicidade-, tem aparecido nos livros YA atuais.

    Esse é um livro maravilhoso, que garante risadas altas e muito choro também - e até um pouco dos dois ao mesmo tempo -. É uma verdadeira e honesta reflexão sobre dor, luto e culpa, sobre como a morte afeta as pessoas de formas diferentes, como cada um tem seu tempo para lidar com isso. Mas também é uma história muito bonita sobre amizade, sobre como somos histórias que deixamos no final, e que cada pessoas conhece apenas uma parte de nós.

    Leitura recomendadíssima!

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