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    O Buraco da Agulha


    A nova edição comemorativa de O Buraco da Agulha publicada pela editora Arqueiro ganha uma nova capa para celebrar seus 40 anos de história. O título de Ken Follett foi seu primeiro livro a fazer sucesso, a trama gira em torno dos eventos que antecedem o dia D no período da Segunda Guerra Mundial, quando um espião alemão tenta descobrir e passar informações sobre esse evento para seus líderes. 

    Falar da Segunda Guerra parece até "manjado" atualmente, mas naquela época o prestígio que ainda é preservado nos dias atuais era ainda maior. E o arco traz um contexto único e original para os escritores e leitores de antigamente, tendo uma mulher como heroína, Lucy Rose. Segundo o autor, ela está lá justamente para refletir a mudança do papel das mulher na sociedade. 

    A escrita de Ken tem características específicas, como ápices de clímax, e descrições históricas bem contextualizadas. O tão conhecido Dia D, marco da guerra, é cuidadosamente planejado pelos Aliados, que pretendiam invadir a Normandia, libertando assim territórios dominados por Hitler. Para que os planos deem certo, eles precisam vender uma situação ilusória à seus inimigos, levando-os a tomarem decisões sem nexo. O plano é audacioso e simples em sua essência, apesar de gigantesco, não apenas em sua importância, como em sua construção. As coisas iam bem no decorrer da história, até que tudo é descoberto pelo Agulha, codinome do melhor espião de Hitler. 

    Com todas as provas que destruiriam os planos dos Aliados, o Agulha parte em uma viagem desesperada até o ponto combinado de seu resgate, tendo em seu encalço todo o serviço secreto britânico. Mesmo com o rastro de sangue que Agulha deixa pelo caminho, ele sempre consegue estar um passo à frente, até que acaba parando em uma ilha isolada. Preso na ilha por conta de uma forte tempestade, ele vê seu trabalho ficar nas mãos da bela mulher que mora há anos na ilha. Uma mulher que mexe com seu coração e que acaba ficando no caminho da vitória nazista, essa é Lucy Rose. 

    Um enredo ágil e cheio de tensão, com personagens fortes e inteligentes, dispostos a tudo para salvarem seu país. Follett tem como característica marcante deixar o leitor vidrado do início ao fim, e em sue primeiro livro não foi diferente. Logo nas primeiras páginas já ficamos hipnotizados pela história e à medida que a leitura vai avançando, vai ficando ainda mais interessante e viciante. O final é incrível e surpreendente. De início, somos apresentados a três histórias que vão ocorrendo simultaneamente mas depois se entrelaçam. Os personagens são carismáticos e contam um pouco de cada lado da trama, o enredo é muito bem escrito e a história é bem envolvente. Recomendadíssimo! Leiam sem medo.



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