7 filmes sobre relações familiares entre afeto e dor

As relações familiares podem ser um porto seguro, mas também podem ser complexas e se transformar em um peso difícil de carregar. Reconhecer isso não é ingratidão, nem significa apagar os momentos de afeto. É apenas compreender que o mesmo lugar que acolhe também pode ferir. Por isso, é importante olhar para elas com honestidade, reconhecer o que faz bem e nomear o que machuca.
Entre histórias de erros e acertos, memórias felizes e feridas antigas, a Vida Simples reuniu sete filmes que ajudam a refletir sobre a complexidade das relações familiares.
No filme ‘Pai Mãe Irmã Irmão’ (2026), do diretor Jim Jarmusch, a trama acompanha três núcleos familiares. No primeiro, um filho e uma filha visitam o pai idoso que vive isolado em uma região fria de Nova Jersey. O reencontro se aproxima mais de uma visita de assistentes sociais do que de uma reunião familiar. No segundo núcleo, duas irmãs se encontram na casa da mãe, em Dublin, para um chá anual. O mal-estar surge da tentativa de corresponder às expectativas de uma mulher apegada às convenções sociais. Em Paris, um irmão e uma irmã retornam ao apartamento onde cresceram, agora vazio após a morte dos pais, e encontram um no outro uma forma de consolo. Onde assistir: MUBI.
Em ‘O Casamento Da Minha Mãe’ (2025), da diretora Kristin Scott Thomas, uma reunião familiar para celebrar o casamento da matriarca se transforma em uma história sobre amor, ressentimento e perda. Três irmãs retornam à casa onde cresceram para acompanhar o terceiro casamento da mãe. O que deveria ser um fim de semana festivo ganha a tensão de uma bomba-relógio emocional. Entre provocações e antigas feridas, as filhas são obrigadas a confrontar traumas do passado. Onde assistir: Amazon Prime Vídeo e Apple TV.
No filme ‘Anêmona’ (2025), do diretor Ronan Day-Lewis, Ray Stoker se torna um fugitivo e vive isolado em uma casa no meio da floresta. A visita do irmão é marcada por momentos de calma e acessos de raiva de Ray, que começa a se abrir sobre um luto profundo e abusos sofridos na juventude. O título faz referência a uma flor delicada, mas capaz de resistir em terrenos áridos. Onde assistir: Amazon Prime Vídeo, Google Play Filmes e Claro TV+.
Baseado no livro autobiográfico do advogado Roland Perez, ‘Era uma Vez Minha Mãe’ (2025), do diretor Ken Scott, acompanha o caçula de seis irmãos, nascido com uma deficiência que o impedia de andar. Sua mãe, Esther, concentra toda a energia em ajudá-lo a se curar, recorrendo a diferentes médicos e tratamentos. Já adulto, Roland enfrenta o desafio de impor limites à mãe superprotetora. Onde assistir: Amazon Prime Vídeo, Google Play Filmes e Youtube.
Em ‘Mãe e Filho’ (2025), do diretor Saeed Roustaee, Mahnaz é uma enfermeira viúva que cria dois filhos. Ela parece sobrecarregada pelas responsabilidades e precisa lidar com o filho adolescente, com quem mantém uma relação marcada por conflitos. Depois de recusar uma proposta, ela decide aceitar o pedido de casamento do namorado, o que desencadeia uma sequência de acontecimentos trágicos. O filme mostra pessoas feridas tentando sobreviver em uma estrutura social marcada pelas desigualdades do patriarcado. Onde assistir: Amazon Prime Vídeo, Apple TV e Claro TV+.
No filme ‘As Três Filhas’ (2024), do diretor Azazel Jacobs, três irmãs com personalidades diferentes se reúnem no apartamento do pai, em Nova York, para acompanhá-lo durante os últimos dias de vida. Diante da perda, cada uma encontra uma forma própria de lidar com a situação, o que faz com que diferentes visões colidam. Com a ajuda de um especialista em cuidados paliativos, elas tentam atravessar esse momento e reconstruir laços deixados de lado. Onde assistir: Netflix.
Por fim, ‘Entre Irmãs’ (2017), do diretor Breno Silveira, conta a história de Luzia e Emília, irmãs que vivem no interior de Pernambuco durante a década de 1930. Criadas pela tia Sofia, elas aprenderam a costurar, mas cresceram com personalidades e sonhos diferentes. O destino das duas muda com a chegada de Carcará, temido líder de um bando de cangaceiros.


