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Forró Junino: De Gonzaga a João Gomes

Por Romances e Leituras · · 3 min de leitura
Forró Junino: De Gonzaga a João Gomes
(Foto: Acervo Luiz Gonzaga) Luiz Gonzaga, o eterno Rei do Baião

O clima de Festa Junina já tomou conta das ruas, das praças e dos corações. Na vestimenta, camisa xadrez, chapéu de palha e botas. À mesa, as delícias típicas de São João. Para aquecer o corpo, vinho quente e quentão dividem espaço com o calor da fogueira nas noites frias de outono e inverno. Agora pense na trilha sonora que a acompanha. É bem provável que o forró surgiu na sua mente.

Ao som da zabumba, do triângulo e da sanfona, o gênero se tornou um dos símbolos mais marcantes das festas juninas. Nascido no Nordeste, o forró atravessou fronteiras, conquistou o país e, ao longo das décadas, ganhou novas sonoridades sem perder suas raízes.

Para celebrar essa tradição musical, a Vida Simples reuniu uma seleção de artistas que representam diferentes fases e vertentes do forró. Do pé-de-serra do eterno Rei do Baião, Luiz Gonzaga, ao piseiro popularizado por João Gomes, a lista percorre estilos, gerações e histórias que ajudaram a manter o gênero vivo e em constante renovação.

Não tem como falar de forró sem começar por seu maior ícone: o Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Ao som da zabumba, do triângulo e da sanfona, o pernambucano levou a cultura musical nordestina para todos os cantos do país, popularizando ritmos como o baião, o xaxado, o xote e o tradicional forró pé-de-serra.

Outro nome fundamental na história do forró é o paraibano Sivuca. Sanfoneiro desde a infância, multi-instrumentista, compositor e arranjador, ele foi um dos grandes responsáveis por levar a música nordestina para além das fronteiras brasileiras.

Discípulo de Luiz Gonzaga e um dos maiores sanfoneiros da música brasileira, o também pernambucano Dominguinhos deu continuidade ao legado do Rei do Baião ao mesmo tempo em que imprimiu sua própria identidade ao forró.

Com uma trajetória marcada pela sensibilidade poética e pelas influências da cultura nordestina, o pernambucano Geraldo Azevedo construiu uma obra que passeia entre o forró, a MPB e a música regional.

Dono de uma voz marcante e de uma energia contagiante nos palcos, Alceu Valença é um dos artistas que melhor traduzem a diversidade cultural do Nordeste. Em sua obra, o forró dialoga com ritmos como frevo, maracatu e rock.

Considerado um dos grandes guardiões do forró tradicional, o paraibano Flávio José construiu uma carreira dedicada à valorização das raízes do gênero. Com sua sanfona e letras que falam de amor, saudade e da vida no sertão, tornou-se presença indispensável nos festejos juninos.

Uma das vozes mais importantes da música brasileira, a paraibana Elba Ramalho desempenhou papel fundamental na popularização do forró em todo o país. Ao longo de décadas de carreira, combinou tradição e modernidade.

Surgida no fim da década de 1990, a banda Falamansa foi uma das principais responsáveis por aproximar o forró universitário do grande público. Com letras leves, românticas e cheias de otimismo, o grupo conquistou espaço nas rádios.

A parceria entre Mariana Aydar e Mestrinho representa o encontro entre tradição e renovação. Juntos, os artistas têm contribuído para aproximar o forró de novos públicos.

Um dos principais fenômenos recentes da música brasileira, João Gomes levou o piseiro a patamares inéditos de popularidade. Nascido em Pernambuco, conquistou milhões de ouvintes ao unir elementos tradicionais do forró a uma sonoridade contemporânea.

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