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Lições de 'Meu Nome é Agneta' para uma vida mais leve

Por Romances e Leituras · · 3 min de leitura
Lições de 'Meu Nome é Agneta' para uma vida mais leve
(Foto: divulgação) Atriz Karin Franz Körlof interpreta Agneta em filme sueco que entrou para a lista dos mais assistidos da Netflix

O filme sueco “Meu Nome é Agneta”, que entrou para a lista dos mais assistidos da Netflix, acompanha a história de uma mulher comum prestes a completar 50 anos. A trama mostra sua jornada de redescoberta, liberdade e reencontro com os próprios desejos após uma vida dedicada a cumprir expectativas alheias. A personagem, interpretada por Karin Franz Körlof, trabalhava em funções domésticas e foi demitida, perdendo a confiança em conseguir um novo emprego. A esperança renasce quando ela consegue uma vaga como au pair na França.

Na Provença, Agneta conhece Einar, um idoso gay e excêntrico que precisou romper com a família tradicional para viver sua sexualidade. Entre os dois nasce uma amizade que permite à protagonista fazer perguntas antigas e resgatar desejos adormecidos. A publicação Vida Simples listou seis lições do filme para encarar a vida com mais leveza.

Nunca é tarde para se descobrir

Agneta construiu sua identidade de fora para dentro, baseada em cumprir funções de esposa, mãe e “mulher direita”. Ao ser questionada por Einar sobre sua história, ela percebe que sabe pouco sobre si mesma, apenas sobre a vida que construiu em torno das necessidades dos outros. A personagem, aos 49 anos, lembra que nunca é tarde para iniciar uma jornada de autodescoberta e reconhecer os próprios desejos.

Pare de viver para cumprir expectativas

Einar diz a Agneta: “Por que deveria ligar pro que os outros pensam? As pessoas só se importam com elas mesmas. Tente e verá como eles não ligam. Faça algo que nunca ousou fazer.” A frase convida a perceber que não se é tão importante para os outros quanto se imagina, o que pode ser libertador.

Com as pessoas certas, você brilha diferente

Na Suécia, Agneta reprimia suas paixões, como culinária, vinhos e paisagens francesas, por influência do marido Magnus. Já na Provença, as pessoas ao redor a fazem se sentir bonita e confiante, demonstrando interesse por sua história. O conceito de “self refletido” na psicologia explica como a autoestima é construída nas relações, que podem devolver imagens mais duras ou mais generosas sobre quem somos.

Se olhe com atenção e gentileza

Em uma cena, Agneta fica em frente ao espelho e fala com carinho sobre cada parte do corpo. A cena aborda a forma crítica como muitas mulheres foram ensinadas a se olhar. O trecho convida a encarar o corpo com presença e gentileza, lembrando que ele é a primeira casa que habitamos.

Ainda dá tempo de reconstruir laços

Einar, quando jovem, precisou romper com a esposa para viver com o homem por quem se apaixonou. A ex-esposa impediu a convivência entre ele e o filho. Einar manteve o quarto do filho decorado e toda sexta-feira vestia o terno mais bonito para esperá-lo no bar. Quando o encontro finalmente acontece, a história mostra que o laço entre duas pessoas pode depender apenas de um gesto para ser retomado.

Dance, imagine e se divirta

O marido de Agneta, Magnus, é descrito como um personagem rígido e controlador. Ao lado dele, qualquer espontaneidade vira motivo de constrangimento. Já Einar e Agneta ensinam que colorir os dias e olhar para cada um deles com encanto pode ser um caminho para viver com mais leveza, seja dançando, fazendo brincadeiras ou fechando os olhos para imaginar uma história.

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