Rita Lee: 8 músicas sobre o aprendizado de viver
Rita Lee, que nasceu em 31 de dezembro de 1947, na Vila Mariana, em São Paulo, sempre dividiu seu aniversário com as comemorações de Ano Novo.

Oito músicas de Rita Lee que trazem reflexões sobre a vida, a liberdade e as escolhas são o tema de uma matéria publicada pela revista Vida Simples. A seleção celebra a data de 22 de maio, instituída como o Dia da Rita Lee pela Câmara Municipal de São Paulo, em homenagem à cantora.
Rita Lee, que nasceu em 31 de dezembro de 1947, na Vila Mariana, em São Paulo, sempre dividiu seu aniversário com as comemorações de Ano Novo. Durante a pandemia de Covid-19, em 2020, ela decidiu mudar a data para 22 de maio, dia de Santa Rita de Cássia, para ter uma festa só para ela. A cantora morreu em 8 de maio de 2023, mas o novo dia foi oficializado como uma homenagem à artista.
A cantora começou sua carreira nos anos 1960 com a banda Os Mutantes, onde teve papel importante na resistência à ditadura militar e na renovação da música brasileira, misturando rock, psicodelia e experimentação. A partir dos anos 1970, em carreira solo, ela aprofundou sua autenticidade musical e estética, com críticas à sociedade.
Entre as músicas destacadas está "Ovelha Negra", de 1975, que fala sobre a escolha entre seguir as expectativas dos outros ou assumir o próprio caminho. Lançada no álbum "Fruto Proibido", a canção se tornou um hino sobre independência e liberdade.
"Coisas da Vida", de 1976, presente no álbum "Entradas e Bandeiras", aborda as contradições da existência e a necessidade de aceitar o imprevisível. A letra sugere que viver é aprender a conviver com mudanças e incertezas.
"Nem Luxo, Nem Lixo", de 1980, questiona a ideia de que a felicidade depende de acúmulo ou status. A música defende uma vida mais simples, baseada no que realmente importa, e continua atual ao lembrar que o bem-estar não está ligado ao que se possui.
"Cartão Postal", também de 1975, trata das despedidas como parte dos ciclos da vida. A canção sugere que cada fim abre espaço para novos começos e que as memórias permanecem com quem fica.
"Desculpe o Auê", de 1983, combina humor e autocrítica para falar sobre a capacidade de seguir em frente após erros e desencontros. A letra indica que amadurecer não significa acertar sempre, mas continuar caminhando apesar dos tropeços.
"Pagu", parceria com Zélia Duncan lançada em 2000 no álbum "3001", é um marco de afirmação da liberdade feminina. Inspirada na escritora Patrícia Galvão, a canção recusa rótulos e confronta padrões impostos às mulheres.
"Jardins da Babilônia", de 1978, combina poesia e imaginação para falar sobre a capacidade de recomeçar e preservar a esperança. A música sugere que a vida continua florescendo mesmo depois das dificuldades.
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