Lições de Toy Story 5 que valem para todas as idades

A nova animação da Pixar, “Toy Story 5”, aborda temas como pertencimento, autoestima e a importância de equilibrar o uso da tecnologia. O longa, lançado trinta anos após o primeiro filme, acompanha a personagem Bonnie, que tem dificuldade para fazer amigos pessoalmente.
Os pais de Bonnie compram um tablet infantil que promete aumentar a vida social da filha. Ela logo faz três amigas, mas, para se encaixar, acaba deixando de lado seus brinquedos, como Jessie e Buzz, para ficar online e evitar bullying.
A trama principal não foca na disputa por ser o brinquedo favorito, mas na necessidade de salvar a criança para que ela não viva a infância no modo automático das telas. O filme também traz lições sobre valor próprio, afeto e identidade.
Woody, o boneco xerife, aparece mais maduro. Antes, ele buscava validação externa e disputava a atenção de Andy. Agora, ele age por alegria em ser útil, sem precisar de legitimação. A mudança mostra a importância de construir uma autoestima de dentro para fora.
Jessie, a boneca caubói, enfrenta o medo do abandono ao retornar à casa da antiga dona. Ela descobre que a dona deu à filha o nome de Jessie em sua homenagem. A lição é que as relações podem mudar, mas os momentos de alegria não são apagados.
Bonnie esconde seus gostos pessoais para pertencer a um novo grupo, mas perde a espontaneidade. A amizade com Blaze, baseada em afinidades reais, a ajuda a retornar à própria essência. A mensagem é que uma amizade de qualidade vale mais que relações rasas.
O filme contrasta o entretenimento da tecnologia com a brincadeira criativa. Enquanto os jogos oferecem estímulos prontos, os brinquedos exigem imaginação para criar narrativas. A animação usa um estilo visual de aquarela para destacar a ludicidade.
O longa não cria uma guerra contra a tecnologia, mas lembra que ela deve ser usada com equilíbrio, e não como mediadora da vida humana. A pergunta central é se as melhores lembranças são construídas diante de uma tela.


